Cidade do interior de SP confirma 3ª morte por febre maculosa
21/08/2026
(Foto: Reprodução) O carrapato-estrela — também conhecido cientificamente como Amblyomma — pode carregar uma das doenças mais letais do país: a febre maculosa
Adobe Stock
A Prefeitura de Araras (SP) confirmou, nesta quinta-feira (20), a terceira morte por febre maculosa neste ano. A vítima é uma mulher de 52 anos, moradora da região leste do município, que trabalhava com coleta de material reciclado. Já é o quinto óbito pela doença em 3 cidades.
A paciente buscou socorro médico primeiro na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) e, em seguida, foi transferida para a Santa Casa. No entanto, o quadro clínico já estava em estágio avançado. A data da morte não foi divulgada.
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“A vítima foi socorrida primeiramente na UPA e depois na Santa Casa, porém, quando procurou atendimento, os sintomas já estavam bem avançados e, infelizmente, não foi possível revertê-los”, explicou Tavane Anselmo Malaguese, coordenadora do Setor de Vigilância em Saúde.
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Equipes da Vigilância Epidemiológica e do Setor de Zoonoses investigam o histórico de deslocamentos da vítima junto à família para verificar a necessidade de uma avaliação acarológica — procedimento técnico que monitora e controla a infestação do carrapato-estrela na região.
Crianças morreram no início do ano
Além da morte registrada neste mês de agosto, Araras contabilizou outros dois óbitos pela doença em janeiro deste ano: duas crianças, de 8 e 9 anos. Desde 2020, o município soma nove mortes por febre maculosa.
A região soma 5 mortes pela doença neste ano:
ARARAS: um menino de 8 anos e uma menina de 9, que morreram em 14 e 20 de janeiro respectivamente, e uma mulher de 52 anos.
PIRASSUNUNGA: um idoso de 83 anos que morreu em 18 de maio.
LEME: uma menina de 9 anos que morreu em 18 de junho.
Sintomas, prevenção e contágio
Causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, a febre maculosa é transmitida pela picada do carrapato, especialmente o carrapato-estrela. Para que ocorra a contaminação, o parasita precisa ficar aderido à pele por, no mínimo, quatro horas. A transmissão pode acontecer em qualquer fase de vida do aracnídeo: micuim (larva), ninfa ou adulto.
Os sinais da doença costumam surgir entre 2 e 14 dias após o contato. Ao identificar os sintomas, a orientação é buscar atendimento médico imediatamente:
Febre alta e dor de cabeça;
Dores musculares e abdominais;
Náuseas, vômitos e diarreia;
Inchaço ou manchas vermelhas nas palmas das mãos e solas dos pés.
A Vigilância em Saúde alerta para que a população evite áreas de mata, locais úmidos, trilhas ou acúmulos de folhas secas. Caso precise frequentar esses ambientes, a recomendação é usar calças, botas e blusas de manga longa — preferencialmente de cores claras, o que facilita a visualização do carrapato.
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