Poucos toques na bola bastaram para Haaland marcar duas vezes e eliminar o Brasil da Copa

  • 06/07/2026
(Foto: Reprodução)
Carrasco do Brasil, Haaland pouco toca na bola Na Noruega, poucos toques na bola bastaram para o gigante Haaland fazer a diferença. Devagar, quase parando. Andando em campo, meio sem direção. De repente, acelera: 12 passos, veio a bola e ele mal saiu do chão. Foi tão simples e rápido, que é difícil acreditar que o sonho do hexa tenha morrido dessa forma, de repente. Mas com Haaland costuma ser assim. É ele mesmo quem diz: “Não participei muito do jogo. Mas, então, um momento, normalmente, é o que eu preciso”. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Os números confirmam a impressão de que ele é um gigante que praticamente só anda em campo, esperando a hora certa. Contra o Brasil, foi o jogador da Noruega que menos correu entre os que atuaram o tempo todo. Ao longo da partida, conseguiu quatro finalizações e tocou só 45 vezes na bola. A grande maioria em lances sem consequência. Essa é a rotina. E, mesmo assim, podemos chamar de raro um jogo em que Haaland esteja em campo e não faça um gol. Nos clubes por onde passou, a média é de quase um gol por partida. Pela seleção, ele é ainda melhor: são 54 jogos e 62 gols. Os lances são tão impressionantes quanto os números. A relação dele com a bola é a mínima possível. Dos sete gols que fez na Copa, seis foram com apenas um toque com a cabeça ou com os pés. Poucos toques na bola bastaram para Haaland marcar duas vezes e eliminar o Brasil da Copa Jornal Nacional/ Reprodução É dessa forma improvável que ele se junta a uma lista de carrascos do Brasil em Copas do Mundo. Começando com o italiano Paolo Rossi, que eliminou a Seleção de 1982, na chamada tragédia do Sarriá no mesmo dia 5 de julho. Passando pelo francês Zidane, em 1998, ou o holandês Sneijder em 2010. Sem nem falar do 7x1, capítulo à parte. Mas lembrando de que desde 2006, o Brasil vem sendo eliminado em jogos de mata-mata por seleções europeias. Haaland está junto deles porque também fez mais de um gol. O segundo com três toques na bola e um chute tão natural como se nada tivesse acontecido, como se eliminar o Brasil fosse o mais óbvio a fazer. De certa forma, Haaland representa o oposto do nosso futebol. A cintura dura, e a expressão que nunca vamos esquecer. A de um menino que acabou de marcar um gol em um campinho de bairro. A cara de uma essência que o Brasil perdeu. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Messi se torna o maior artilheiro da história das Copas Cristiano Ronaldo se torna o primeiro jogador a fazer gols em 6 edições de Copa do Mundo Gigantes no gol: altura dos goleiros bate recorde e muda a Copa de 2026 Casa do Jornal Nacional na Copa do Mundo fica no coração da ilha de Manhattan, em Nova York

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/07/06/poucos-toques-na-bola-bastaram-para-haaland-marcar-duas-vezes-e-eliminar-o-brasil-da-copa.ghtml


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